domingo, 21 de setembro de 2008

Vigília

A esperança dói
em mim, em ti,
no companheiro ignorado.
A esperança dói
quando é poço,
redemoinho e fogo
sangrando em nós.

A dor de esperar
perseguindo o orvalho,
que emanamos na
vigília das ruas
e lençóis.

Dói.
Como alimento de vida,
crescemos.
Como impulso imóvel
nos mantêm,
ponto de céu
que velejamos.

Dói.
Mas espreitamos horizontes
e esperamos…

“Roberto Corrêa Gomes, um dia destes…”

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