domingo, 21 de setembro de 2008

Direito de amar

É tão difícil te dizer o que sinto
quando em teus olhos sou coração,
volátil coração, sombra etérea
que explode em sentimentos.

Amor, convés revolto em vagas
delineando o que há de ira,
o que há de amar.
É tão difícil fazer sentir
o que há de amargo na
incompreensão desse amor.

Desconhecem a tua infinita verdade,
infusa no que há de mais real.
Ignoram tua serena profundidade,
que transcendente, faz de instantes,
mesmo fugazes, a continuidade.

Amor, é tão difícil ser o que sou
e ser sem se curvar, sabendo quem sou,
lutar pelo respeito, pelo direito de te amar.

Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 17/09/08

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