quinta-feira, 12 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sustenido
Há uma nota suspensa no ar,
Subtônica, sustenida, muda.
Perdidas na noite silenciosa
As palavras se esvaíram.
Não há som, nem claves, nem colchetes.
As palavras se perderam.
O poema se tornou errante, fugídio.
Nem versos, nem métricas, nem nada.
Um adágio lento como as horas,
Arrastando-se num tic-tac eterno.
Apenas o silêncio zumbindo em um
Som agudo suspenso nos ouvidos.
Um dó contido no peito.
Um ré povoando a mente.
Um mi sustenido no ar.
A poesia sumiu.
Perdeu-se em letras frias.
Perdeu-se na noite profunda.
Uma partitura em branco.
Uma folha apenas. Não há música.
Apenas um menino de olhos grandes,
Assustados, adivinhando a escuridão.
Este menino sou eu.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/02/09
Há uma nota suspensa no ar,
Subtônica, sustenida, muda.
Perdidas na noite silenciosa
As palavras se esvaíram.
Não há som, nem claves, nem colchetes.
As palavras se perderam.
O poema se tornou errante, fugídio.
Nem versos, nem métricas, nem nada.
Um adágio lento como as horas,
Arrastando-se num tic-tac eterno.
Apenas o silêncio zumbindo em um
Som agudo suspenso nos ouvidos.
Um dó contido no peito.
Um ré povoando a mente.
Um mi sustenido no ar.
A poesia sumiu.
Perdeu-se em letras frias.
Perdeu-se na noite profunda.
Uma partitura em branco.
Uma folha apenas. Não há música.
Apenas um menino de olhos grandes,
Assustados, adivinhando a escuridão.
Este menino sou eu.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/02/09
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Renascer sob um céu de Estrelas
Re-nascer, nascer de novo, tornar a ser um Ser. Não importa que seja você
criança, jovem, adulto ou velho. Renasça.
Não importa se roubaram todas as flores do seu jardim.
Elas renascerão um dia em você, nem que seja em sua alma,
na saudade ou nas lembranças das paisagens do seu ser.
Não importa quem é a sua crença suprema,
nem se você acredita em alguma.
Renasça na Fé em você mesmo!
Seja o nome que for Yahweh/Javé (Jeová), Adonai, Deus,
Allá, Jesus, Buda, Maomé, Krishna, Oxalá, Tupã, ou nenhum deles.
Renasça em sí a cada dia, a cada momento,
a cada instante da Recriação do seu Existir.
Não importa sua forma de amar, mas que saudável seja,
mas que sincera seja, e Renasça sempre nesse amor, sem amarras e sem preconceitos.
Simplifique.
Abrace com emoção, com paixão, quem você deseja abraçar.
Seja seu pai, sua mãe, esposa, esposo, amor, filhos, netos, irmãos,
amigos, ou um simples passante.
Se aqueles que você deseja tanto abraçar já tiverem partido,
abrace-os com o coração, abrace-os com a alma, mas deixe-os partir,
conduzidos pelas Mãos Divinas, para que Renasçam eternamente
como Estrelas de Diamantes. É chegado a hora. Deixemo-los ir...
Deixe morrer tudo aquilo que é negativo em você,
ilumine-se com nossas Estrelas e acredite que você pode Re-Viver.
Pois, Viver é Renascer a cada dia. É Reconstruir-se! É Re-tornar-a-Ser!
Mas lembre-se mesmo que você possa se sentir frágil,
como se sua alma estivesse apagada,
haverá sempre um céu de Estrelas sobre você, iluminando o seu caminhar.
Não foi por que partiram que deixaram de Ser.
Apenas Renasceram para uma nova vida, uma nova história, para uma nova dimensão.
E saiba que Renascer será o melhor presente que você poderá dar a você mesmo.
Não desista. Não esmoreça. Não fuja. Não se abata. Não deixe de lutar! Não perca a Fé!
Renasça a cada dia sua força interior, pois dentro de nós há também
um Céu de Estrelas a nos iluminar.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 11/12/2008
Re-nascer, nascer de novo, tornar a ser um Ser. Não importa que seja você
criança, jovem, adulto ou velho. Renasça.
Não importa se roubaram todas as flores do seu jardim.
Elas renascerão um dia em você, nem que seja em sua alma,
na saudade ou nas lembranças das paisagens do seu ser.
Não importa quem é a sua crença suprema,
nem se você acredita em alguma.
Renasça na Fé em você mesmo!
Seja o nome que for Yahweh/Javé (Jeová), Adonai, Deus,
Allá, Jesus, Buda, Maomé, Krishna, Oxalá, Tupã, ou nenhum deles.
Renasça em sí a cada dia, a cada momento,
a cada instante da Recriação do seu Existir.
Não importa sua forma de amar, mas que saudável seja,
mas que sincera seja, e Renasça sempre nesse amor, sem amarras e sem preconceitos.
Simplifique.
Abrace com emoção, com paixão, quem você deseja abraçar.
Seja seu pai, sua mãe, esposa, esposo, amor, filhos, netos, irmãos,
amigos, ou um simples passante.
Se aqueles que você deseja tanto abraçar já tiverem partido,
abrace-os com o coração, abrace-os com a alma, mas deixe-os partir,
conduzidos pelas Mãos Divinas, para que Renasçam eternamente
como Estrelas de Diamantes. É chegado a hora. Deixemo-los ir...
Deixe morrer tudo aquilo que é negativo em você,
ilumine-se com nossas Estrelas e acredite que você pode Re-Viver.
Pois, Viver é Renascer a cada dia. É Reconstruir-se! É Re-tornar-a-Ser!
Mas lembre-se mesmo que você possa se sentir frágil,
como se sua alma estivesse apagada,
haverá sempre um céu de Estrelas sobre você, iluminando o seu caminhar.
Não foi por que partiram que deixaram de Ser.
Apenas Renasceram para uma nova vida, uma nova história, para uma nova dimensão.
E saiba que Renascer será o melhor presente que você poderá dar a você mesmo.
Não desista. Não esmoreça. Não fuja. Não se abata. Não deixe de lutar! Não perca a Fé!
Renasça a cada dia sua força interior, pois dentro de nós há também
um Céu de Estrelas a nos iluminar.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 11/12/2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Pêndulos da Vida
Ponteiros errantes que não param
Em horas fugidias sorrateiras.
Olho-as de soslaio enquanto passam
Em trilhos e estradas sem beiras.
Trem de vidas em remendos cerzidas.
Almas em rios caudalosos, viscosos.
Almas em mosaicos desconstruídos.
Olho-as horas em mim transpassadas.
Oscilantes nos pêndulos dos destinos,
Da balança cósmica que rege as vidas,
De karmas em causas, acasos e efeitos.
Sob os olhos vítreos fixos de Anúbis.
Supremo Regente da Boa Lei,
Que cerra as portas aos indignos.
Mas abre-as a pedintes e mendigos,
Que oram em preces de arrependimento.
A vida só tem mistérios…
É um balançar de incertezas,
Em um jogo sem fim de espirais e caracóis
Dos oito caminhos lunares de Krishna.
Pêndulos eternos de muitas eras.
Essências contruídas em 108 existências,
Das 108 voltas bramânicas sagradas,
Ciclo das 108 contas do colar de Buda.
A vida só tem mistérios…
Mistérios perseguidos em avataras
Milagres das encarnações de Vishnu.
Sinais de deuses, profetas e apóstolos.
Olho-as em vidas passadas em mim,
Corpo de carne, artérias, ossos e medos.
Fragmentos de signos e mistérios frágeis,
Perdidos em algum chão no reino de Deus.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/10/08
Ponteiros errantes que não param
Em horas fugidias sorrateiras.
Olho-as de soslaio enquanto passam
Em trilhos e estradas sem beiras.
Trem de vidas em remendos cerzidas.
Almas em rios caudalosos, viscosos.
Almas em mosaicos desconstruídos.
Olho-as horas em mim transpassadas.
Oscilantes nos pêndulos dos destinos,
Da balança cósmica que rege as vidas,
De karmas em causas, acasos e efeitos.
Sob os olhos vítreos fixos de Anúbis.
Supremo Regente da Boa Lei,
Que cerra as portas aos indignos.
Mas abre-as a pedintes e mendigos,
Que oram em preces de arrependimento.
A vida só tem mistérios…
É um balançar de incertezas,
Em um jogo sem fim de espirais e caracóis
Dos oito caminhos lunares de Krishna.
Pêndulos eternos de muitas eras.
Essências contruídas em 108 existências,
Das 108 voltas bramânicas sagradas,
Ciclo das 108 contas do colar de Buda.
A vida só tem mistérios…
Mistérios perseguidos em avataras
Milagres das encarnações de Vishnu.
Sinais de deuses, profetas e apóstolos.
Olho-as em vidas passadas em mim,
Corpo de carne, artérias, ossos e medos.
Fragmentos de signos e mistérios frágeis,
Perdidos em algum chão no reino de Deus.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/10/08
sábado, 18 de outubro de 2008
Céu de Girassóis
Um dia um clarão roubou nossas flores.
Luz intensa que, inesperada, ofuscou
a vida e deixou árido o nosso jardim.
Foram-se a rosa, o lírio, a azaléia, o jasmim.
Sumiram besouros, borboletas, abelhas.
Nenhum ramo, nenhuma pétala restou.
Mas a noite e o dia deram voltas.
E o mundo girou para um outro dia,
para uma nova criação, um recomeço.
Da saudade nasceu o cravo.
Da paixão recriou-se a rosa.
Da altivez renasceu a azaléia.
Da delicadeza fez-se um lírio.
Do suspiro emanou o jasmim.
Da dignidade brotou um girassol.
Com o girassol voltaram as borboletas,
os besouros, as abelhas, os beija-flores.
E de seu néctar outros girassóis nasceram,
iluminando campos, pradarias e jardins.
Amarelos aos milhares cultivando a vida,
olhando o céu, juntos perseguindo o sol.
Belos e altivos como anjos de auréolas em flor.
E os campos ficaram repletos de aromas,
de sons, de cores, de criaturas de Deus.
Brilhantes e reluzentes como estrelas,
em um eterno e magnífico céu de girassóis.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 17/10/08
Um dia um clarão roubou nossas flores.
Luz intensa que, inesperada, ofuscou
a vida e deixou árido o nosso jardim.
Foram-se a rosa, o lírio, a azaléia, o jasmim.
Sumiram besouros, borboletas, abelhas.
Nenhum ramo, nenhuma pétala restou.
Mas a noite e o dia deram voltas.
E o mundo girou para um outro dia,
para uma nova criação, um recomeço.
Da saudade nasceu o cravo.
Da paixão recriou-se a rosa.
Da altivez renasceu a azaléia.
Da delicadeza fez-se um lírio.
Do suspiro emanou o jasmim.
Da dignidade brotou um girassol.
Com o girassol voltaram as borboletas,
os besouros, as abelhas, os beija-flores.
E de seu néctar outros girassóis nasceram,
iluminando campos, pradarias e jardins.
Amarelos aos milhares cultivando a vida,
olhando o céu, juntos perseguindo o sol.
Belos e altivos como anjos de auréolas em flor.
E os campos ficaram repletos de aromas,
de sons, de cores, de criaturas de Deus.
Brilhantes e reluzentes como estrelas,
em um eterno e magnífico céu de girassóis.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 17/10/08
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
El abrazo tuyo
-----------------------------------------------
O teu abraço
Mais nada queria eu senão o teu abraço.
Que forte, intenso, sereno, me abarcasse,
Ocupando em mim todo o meu espaço,
Meus problemas, meus sonhos, minh’alma.
Braços ternos acalmando os meus sentidos.
Braços longos, de desejos imaginários,
Que me transportassem no tempo, no ar,
Arrebatando-me das profundezas de mim,
Para uma imensidão oceânica de silêncios,
Zunidos de conchas suaves em meus ouvidos.
Braços com tez de algas macias, sedosas,
Colados em mim como uma segunda pele.
Escudos amorosos afastando meus medos,
Meus receios, meus pesadelos sem fim.
Envolvendo-me, assim, mágicos e eternos,
Até o meu mais completo adormecer.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 05/10/08
Para José y Gabriela
Nada más deseaba sino un abrazo tuyo.
Que fuerte, intenso, sereno, me abarcase,
Ocupando en mí todo mis espacios,
Mis problemas, mis sueños, mi alma.
Brazos con ternura calmando mis sentidos.
Brazos largos, de deseos imaginarios,
Que me transportasen en el tiempo, en el aire,
Arrebatandome en toda mi profundidad,
Hasta una inmensidad de un océano de silencios,
Sonidos de conchas suaves en mis oídos.
Brazos con tez de algas huecas, sedosas,
Agarrados en mí como una segunda piel.
Escudos amorosos alejando mis miedos,
Mis recelos, mis pesadillas sinfin.
Envólviendome, así, mágicos y eternos,
Hasta el mi más completo adormecer.
Roberto Corrêa Gomes
(Traducción - Español en 11/10/08
Revisión: José Urdapilleta)
Nada más deseaba sino un abrazo tuyo.
Que fuerte, intenso, sereno, me abarcase,
Ocupando en mí todo mis espacios,
Mis problemas, mis sueños, mi alma.
Brazos con ternura calmando mis sentidos.
Brazos largos, de deseos imaginarios,
Que me transportasen en el tiempo, en el aire,
Arrebatandome en toda mi profundidad,
Hasta una inmensidad de un océano de silencios,
Sonidos de conchas suaves en mis oídos.
Brazos con tez de algas huecas, sedosas,
Agarrados en mí como una segunda piel.
Escudos amorosos alejando mis miedos,
Mis recelos, mis pesadillas sinfin.
Envólviendome, así, mágicos y eternos,
Hasta el mi más completo adormecer.
Roberto Corrêa Gomes
(Traducción - Español en 11/10/08
Revisión: José Urdapilleta)
-----------------------------------------------
O teu abraço
Mais nada queria eu senão o teu abraço.
Que forte, intenso, sereno, me abarcasse,
Ocupando em mim todo o meu espaço,
Meus problemas, meus sonhos, minh’alma.
Braços ternos acalmando os meus sentidos.
Braços longos, de desejos imaginários,
Que me transportassem no tempo, no ar,
Arrebatando-me das profundezas de mim,
Para uma imensidão oceânica de silêncios,
Zunidos de conchas suaves em meus ouvidos.
Braços com tez de algas macias, sedosas,
Colados em mim como uma segunda pele.
Escudos amorosos afastando meus medos,
Meus receios, meus pesadelos sem fim.
Envolvendo-me, assim, mágicos e eternos,
Até o meu mais completo adormecer.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 05/10/08
sábado, 4 de outubro de 2008
Luzes do amor
Vejo as luzes da cidade de minha janela.
Qual delas ilumina você agora?
Em qual vagalume da noite você brilha?
Penso eu, reflexo de janela que há em mim.
Sou fresta acesa que reluz lá fora.
Aberta à noite que é chama ardente,
queimando em incenso de jasmin.
Aroma do calor de minha pele em espera,
na espreita da luz que está em ti.
Mas tantas brilham enquanto as vejo.
Que uma a uma eu busco com ardor.
E quanto mais nelas te procuro,
mais me confundo, pois me perco no amor.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 04/10/08
Vejo as luzes da cidade de minha janela.
Qual delas ilumina você agora?
Em qual vagalume da noite você brilha?
Penso eu, reflexo de janela que há em mim.
Sou fresta acesa que reluz lá fora.
Aberta à noite que é chama ardente,
queimando em incenso de jasmin.
Aroma do calor de minha pele em espera,
na espreita da luz que está em ti.
Mas tantas brilham enquanto as vejo.
Que uma a uma eu busco com ardor.
E quanto mais nelas te procuro,
mais me confundo, pois me perco no amor.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 04/10/08
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Espelho
Eu não sou imagem de um só
no espelho em que me revelo.
Sou fragmentos de vidros, em um nó
de mil reflexos emaranhados.
Facetas de prismas e névoas
de difusas miragens de meu rosto.
Mas há alguém por de trás deste espelho
que não mostro nem a mim mesmo.
Nele sou um outro que não eu.
Um outro de olhar inquiridor.
Um outro de olhar reprimido.
Um outro que busca quem sou.
Mas ainda atrás deste espelho, oculto,
há mais alguém entre eu e o outro.
Um rosto que é mistério e vulto.
Ele também não sabe quem é ele
na imagem embaçada entre eu e o outro.
Para ele, sou côncavo e o outro convexo.
Mas somos apenas raios luminosos
de trajetórias angulares de nosso reflexo.
Na verdade não queremos respostas.
Apenas nos miramos uns aos outros.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 03/10/08
Eu não sou imagem de um só
no espelho em que me revelo.
Sou fragmentos de vidros, em um nó
de mil reflexos emaranhados.
Facetas de prismas e névoas
de difusas miragens de meu rosto.
Mas há alguém por de trás deste espelho
que não mostro nem a mim mesmo.
Nele sou um outro que não eu.
Um outro de olhar inquiridor.
Um outro de olhar reprimido.
Um outro que busca quem sou.
Mas ainda atrás deste espelho, oculto,
há mais alguém entre eu e o outro.
Um rosto que é mistério e vulto.
Ele também não sabe quem é ele
na imagem embaçada entre eu e o outro.
Para ele, sou côncavo e o outro convexo.
Mas somos apenas raios luminosos
de trajetórias angulares de nosso reflexo.
Na verdade não queremos respostas.
Apenas nos miramos uns aos outros.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 03/10/08
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