sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Marinheiro

Ei marinheiro quando vais voltar? Te espero por dias inteiros Sem tirar os olhos do mar Mar que sei que é teu amor primeiro Mas que não guarda no coração Todo amor que tenho para ti dar. A cada vulto de embarcação Que desponta no fim do meu olhar Agita meu apaixonado coração Que não cansa de te esperar. Vigio ansiosa por dias a fio Para nos meus braços te aninhar. Ei marinheiro quando vais voltar? Aqui tens tua cama macia, meu corpo quente E meu porto aberto para que possas ancorar Pois nem as marés, nem os ventos, Nem a imensidão traiçoeira das águas Tem as profundezas do meu amar. Sou tua guardiã, sou tua ventania, sou tua sereia, Sou mulher de marinheiro, meu navegante, Marujo tatuado na minha pele inteira Ondas de desejo sempre a me queimar Por meu homem que faz da barca sua amante Mas que tem em mim seu farol para de volta lhe guiar. Ei marinheiro quando vais voltar? (Roberto Corrêa Gomes)

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