Luzes do amor
Vejo as luzes da cidade de minha janela.
Qual delas ilumina você agora?
Em qual vagalume da noite você brilha?
Penso eu, reflexo de janela que há em mim.
Sou fresta acesa que reluz lá fora.
Aberta à noite que é chama ardente,
queimando em incenso de jasmin.
Aroma do calor de minha pele em espera,
na espreita da luz que está em ti.
Mas tantas brilham enquanto as vejo.
Que uma a uma eu busco com ardor.
E quanto mais nelas te procuro,
mais me confundo, pois me perco no amor.
(Roberto Corrêa Gomes)
Feux de l'amour
Je vois les lumières de la ville de ma fenêtre.
Pour qui vous sont éclairés?
Dans laquelle vagalume de la nuit vous briller?
Je pense, reflet de la fenêtre qui est en moi.
Je suis une ouverture qui brille dehors.
Ouvert la nuit que est le feu,
brûlage de l'encens dans gontxo.
Arôme de la chaleur de ma peau d'attente,
à regarder la lumière qui est en vous.
Mais je vois plusieurs d'entre elles brillent.
Que je cherche un par un avec passion.
Et plus je essayez de les cherche vous,
Ils me confondent plus,
parce que je suis perdu dans l'amour.
Tradução livre:
domingo, 12 de setembro de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Texto de Encerramento do Evento de 3 anos do acidente do Voo TAMJJ3054
Tributo à Perseverança
Teimosos são esses nossos corações,
por ora errantes, por ora descompassados,
as vezes obsessivos, mas sempre,
por todos os nossos amores perdidos,
sempre, sempre, sempre,
persistentes e perseverantes.
Eis a grandeza dos corações que insistem:
A Perseverança que os torna firmes e sublimes,
mesmo perante as inconstâncias e as maldades.
Coração tenaz que ruge diante das injustiças,
ergue bandeiras, grita palavras de ordem,
clama, reclama, protesta, cerra fileiras.
Coração que não carrega em sí somente o tempero da valentia,
vai mais além, pois persevera!
Coração que não traz em sí apenas a virtude da coragem ou da bravura,
vai mais além, pois persevera!
Coração tenaz que brada contra a ignorância!
Não teme as pás de moinhos corrompidos,
nem as asas do descaso e da ganância,
que estremecem e dominam os fracos,
pois persevera!
Coração tenaz que abraça a Verdade
e faz de seu pulsar a superação.
Coração que une, reune e vence suas deficiências.
Exército de corações que não teme,
não desiste, resiste, pois persevera!
Eis a grandeza de nossos corações,
Eis nosso legado, nossa herança de fé:
A Perseverança de um coração tenaz,
que persegue sonhos sem desistir,
tem o brilho reluzente das estrelas
e faz do amor à Vida o seu pulsar.
Uma homenagem a todos aqueles que há 36 meses fazem da Afavitam um Exército de Corações que nunca desiste, pois são tenazes.
Roberto Corrêa Gomes
Teimosos são esses nossos corações,
por ora errantes, por ora descompassados,
as vezes obsessivos, mas sempre,
por todos os nossos amores perdidos,
sempre, sempre, sempre,
persistentes e perseverantes.
Eis a grandeza dos corações que insistem:
A Perseverança que os torna firmes e sublimes,
mesmo perante as inconstâncias e as maldades.
Coração tenaz que ruge diante das injustiças,
ergue bandeiras, grita palavras de ordem,
clama, reclama, protesta, cerra fileiras.
Coração que não carrega em sí somente o tempero da valentia,
vai mais além, pois persevera!
Coração que não traz em sí apenas a virtude da coragem ou da bravura,
vai mais além, pois persevera!
Coração tenaz que brada contra a ignorância!
Não teme as pás de moinhos corrompidos,
nem as asas do descaso e da ganância,
que estremecem e dominam os fracos,
pois persevera!
Coração tenaz que abraça a Verdade
e faz de seu pulsar a superação.
Coração que une, reune e vence suas deficiências.
Exército de corações que não teme,
não desiste, resiste, pois persevera!
Eis a grandeza de nossos corações,
Eis nosso legado, nossa herança de fé:
A Perseverança de um coração tenaz,
que persegue sonhos sem desistir,
tem o brilho reluzente das estrelas
e faz do amor à Vida o seu pulsar.
Uma homenagem a todos aqueles que há 36 meses fazem da Afavitam um Exército de Corações que nunca desiste, pois são tenazes.
Roberto Corrêa Gomes
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 18 de julho de 2009
Poema Abertura do Ato Ecumênico de 17/07/09
Na imensidão da Saudade
A saudade é um turbilhão de emoções errantes, fugidias.
A saudade é a foto de quem já partiu ainda sorrindo para nós na estante.
A saudade é a dor de arrumar o quarto de um filho que já morreu,
de remexer suas gavetas, encontrar desenhos, bilhetes, fios de cabelos,
guardar seus brinquedos e dobrar suas roupas ainda com o seu perfume.
A saudade é ter medo de esquecer o som da voz de quem se foi.
É tentar reter na imaginação o aroma e a maciez da pele da pessoa amada.
É não saber vencer a dor das horas e dias que ficaram mais longos e mais vazios.
A saudade é tentar encontrar sinais e significados em cada milímetro da alma.
A saudade é imaginar um futuro que não mais virá, pois falta um pedaço.
A saudade é uma dor silenciosa que não se cala e que nada preenche.
A saudade é fechar os olhos e ansiar por um beijo e um abraço.
É percorrer os cômodos da casa em busca de quem não está mais presente.
A saudade é não conter as lágrimas ao ouvir o som de uma música.
É estar à beira de um abismo, chamar por um nome, e não ouvir o eco.
A saudade é o tormento de ver arrancada uma página da vida.
É estar submerso em uma imensidão de desejos e sonhos agora distantes.
A saudade é a cadeira vazia na mesa posta para o jantar.
É a cama de casal que agora ficou imensa por estar pela metade.
É a porta fechada de um quarto vazio, não mais habitado.
É procurar pelas ruas no rosto anônimo a face de quem partiu.
A saudade é a dor de nunca mais pode chamar pela mãe ou pelo pai.
A saudade é a dor de dizer meus filhos, quando sabemos que falta um.
É ter que seguir em frente com a sensação eterna de que alguém ficou para trás.
A saudade é simplesmente não poder mais saber como seriam as coisas.
A saudade é olhar para o céu e ver milhões de estrelas reluzentes
e tentar imaginar em qual delas habita a pessoa amada.
A saudade é fotografar na alma todos os momentos, todos os instantes,
para que nunca parte de nós que se foi, caia no esquecimento.
(Roberto Corrêa Gomes – 17/07/09)
A saudade é um turbilhão de emoções errantes, fugidias.
A saudade é a foto de quem já partiu ainda sorrindo para nós na estante.
A saudade é a dor de arrumar o quarto de um filho que já morreu,
de remexer suas gavetas, encontrar desenhos, bilhetes, fios de cabelos,
guardar seus brinquedos e dobrar suas roupas ainda com o seu perfume.
A saudade é ter medo de esquecer o som da voz de quem se foi.
É tentar reter na imaginação o aroma e a maciez da pele da pessoa amada.
É não saber vencer a dor das horas e dias que ficaram mais longos e mais vazios.
A saudade é tentar encontrar sinais e significados em cada milímetro da alma.
A saudade é imaginar um futuro que não mais virá, pois falta um pedaço.
A saudade é uma dor silenciosa que não se cala e que nada preenche.
A saudade é fechar os olhos e ansiar por um beijo e um abraço.
É percorrer os cômodos da casa em busca de quem não está mais presente.
A saudade é não conter as lágrimas ao ouvir o som de uma música.
É estar à beira de um abismo, chamar por um nome, e não ouvir o eco.
A saudade é o tormento de ver arrancada uma página da vida.
É estar submerso em uma imensidão de desejos e sonhos agora distantes.
A saudade é a cadeira vazia na mesa posta para o jantar.
É a cama de casal que agora ficou imensa por estar pela metade.
É a porta fechada de um quarto vazio, não mais habitado.
É procurar pelas ruas no rosto anônimo a face de quem partiu.
A saudade é a dor de nunca mais pode chamar pela mãe ou pelo pai.
A saudade é a dor de dizer meus filhos, quando sabemos que falta um.
É ter que seguir em frente com a sensação eterna de que alguém ficou para trás.
A saudade é simplesmente não poder mais saber como seriam as coisas.
A saudade é olhar para o céu e ver milhões de estrelas reluzentes
e tentar imaginar em qual delas habita a pessoa amada.
A saudade é fotografar na alma todos os momentos, todos os instantes,
para que nunca parte de nós que se foi, caia no esquecimento.
(Roberto Corrêa Gomes – 17/07/09)
quinta-feira, 12 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sustenido
Há uma nota suspensa no ar,
Subtônica, sustenida, muda.
Perdidas na noite silenciosa
As palavras se esvaíram.
Não há som, nem claves, nem colchetes.
As palavras se perderam.
O poema se tornou errante, fugídio.
Nem versos, nem métricas, nem nada.
Um adágio lento como as horas,
Arrastando-se num tic-tac eterno.
Apenas o silêncio zumbindo em um
Som agudo suspenso nos ouvidos.
Um dó contido no peito.
Um ré povoando a mente.
Um mi sustenido no ar.
A poesia sumiu.
Perdeu-se em letras frias.
Perdeu-se na noite profunda.
Uma partitura em branco.
Uma folha apenas. Não há música.
Apenas um menino de olhos grandes,
Assustados, adivinhando a escuridão.
Este menino sou eu.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/02/09
Há uma nota suspensa no ar,
Subtônica, sustenida, muda.
Perdidas na noite silenciosa
As palavras se esvaíram.
Não há som, nem claves, nem colchetes.
As palavras se perderam.
O poema se tornou errante, fugídio.
Nem versos, nem métricas, nem nada.
Um adágio lento como as horas,
Arrastando-se num tic-tac eterno.
Apenas o silêncio zumbindo em um
Som agudo suspenso nos ouvidos.
Um dó contido no peito.
Um ré povoando a mente.
Um mi sustenido no ar.
A poesia sumiu.
Perdeu-se em letras frias.
Perdeu-se na noite profunda.
Uma partitura em branco.
Uma folha apenas. Não há música.
Apenas um menino de olhos grandes,
Assustados, adivinhando a escuridão.
Este menino sou eu.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/02/09
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Renascer sob um céu de Estrelas
Re-nascer, nascer de novo, tornar a ser um Ser. Não importa que seja você
criança, jovem, adulto ou velho. Renasça.
Não importa se roubaram todas as flores do seu jardim.
Elas renascerão um dia em você, nem que seja em sua alma,
na saudade ou nas lembranças das paisagens do seu ser.
Não importa quem é a sua crença suprema,
nem se você acredita em alguma.
Renasça na Fé em você mesmo!
Seja o nome que for Yahweh/Javé (Jeová), Adonai, Deus,
Allá, Jesus, Buda, Maomé, Krishna, Oxalá, Tupã, ou nenhum deles.
Renasça em sí a cada dia, a cada momento,
a cada instante da Recriação do seu Existir.
Não importa sua forma de amar, mas que saudável seja,
mas que sincera seja, e Renasça sempre nesse amor, sem amarras e sem preconceitos.
Simplifique.
Abrace com emoção, com paixão, quem você deseja abraçar.
Seja seu pai, sua mãe, esposa, esposo, amor, filhos, netos, irmãos,
amigos, ou um simples passante.
Se aqueles que você deseja tanto abraçar já tiverem partido,
abrace-os com o coração, abrace-os com a alma, mas deixe-os partir,
conduzidos pelas Mãos Divinas, para que Renasçam eternamente
como Estrelas de Diamantes. É chegado a hora. Deixemo-los ir...
Deixe morrer tudo aquilo que é negativo em você,
ilumine-se com nossas Estrelas e acredite que você pode Re-Viver.
Pois, Viver é Renascer a cada dia. É Reconstruir-se! É Re-tornar-a-Ser!
Mas lembre-se mesmo que você possa se sentir frágil,
como se sua alma estivesse apagada,
haverá sempre um céu de Estrelas sobre você, iluminando o seu caminhar.
Não foi por que partiram que deixaram de Ser.
Apenas Renasceram para uma nova vida, uma nova história, para uma nova dimensão.
E saiba que Renascer será o melhor presente que você poderá dar a você mesmo.
Não desista. Não esmoreça. Não fuja. Não se abata. Não deixe de lutar! Não perca a Fé!
Renasça a cada dia sua força interior, pois dentro de nós há também
um Céu de Estrelas a nos iluminar.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 11/12/2008
Re-nascer, nascer de novo, tornar a ser um Ser. Não importa que seja você
criança, jovem, adulto ou velho. Renasça.
Não importa se roubaram todas as flores do seu jardim.
Elas renascerão um dia em você, nem que seja em sua alma,
na saudade ou nas lembranças das paisagens do seu ser.
Não importa quem é a sua crença suprema,
nem se você acredita em alguma.
Renasça na Fé em você mesmo!
Seja o nome que for Yahweh/Javé (Jeová), Adonai, Deus,
Allá, Jesus, Buda, Maomé, Krishna, Oxalá, Tupã, ou nenhum deles.
Renasça em sí a cada dia, a cada momento,
a cada instante da Recriação do seu Existir.
Não importa sua forma de amar, mas que saudável seja,
mas que sincera seja, e Renasça sempre nesse amor, sem amarras e sem preconceitos.
Simplifique.
Abrace com emoção, com paixão, quem você deseja abraçar.
Seja seu pai, sua mãe, esposa, esposo, amor, filhos, netos, irmãos,
amigos, ou um simples passante.
Se aqueles que você deseja tanto abraçar já tiverem partido,
abrace-os com o coração, abrace-os com a alma, mas deixe-os partir,
conduzidos pelas Mãos Divinas, para que Renasçam eternamente
como Estrelas de Diamantes. É chegado a hora. Deixemo-los ir...
Deixe morrer tudo aquilo que é negativo em você,
ilumine-se com nossas Estrelas e acredite que você pode Re-Viver.
Pois, Viver é Renascer a cada dia. É Reconstruir-se! É Re-tornar-a-Ser!
Mas lembre-se mesmo que você possa se sentir frágil,
como se sua alma estivesse apagada,
haverá sempre um céu de Estrelas sobre você, iluminando o seu caminhar.
Não foi por que partiram que deixaram de Ser.
Apenas Renasceram para uma nova vida, uma nova história, para uma nova dimensão.
E saiba que Renascer será o melhor presente que você poderá dar a você mesmo.
Não desista. Não esmoreça. Não fuja. Não se abata. Não deixe de lutar! Não perca a Fé!
Renasça a cada dia sua força interior, pois dentro de nós há também
um Céu de Estrelas a nos iluminar.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 11/12/2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Pêndulos da Vida
Ponteiros errantes que não param
Em horas fugidias sorrateiras.
Olho-as de soslaio enquanto passam
Em trilhos e estradas sem beiras.
Trem de vidas em remendos cerzidas.
Almas em rios caudalosos, viscosos.
Almas em mosaicos desconstruídos.
Olho-as horas em mim transpassadas.
Oscilantes nos pêndulos dos destinos,
Da balança cósmica que rege as vidas,
De karmas em causas, acasos e efeitos.
Sob os olhos vítreos fixos de Anúbis.
Supremo Regente da Boa Lei,
Que cerra as portas aos indignos.
Mas abre-as a pedintes e mendigos,
Que oram em preces de arrependimento.
A vida só tem mistérios…
É um balançar de incertezas,
Em um jogo sem fim de espirais e caracóis
Dos oito caminhos lunares de Krishna.
Pêndulos eternos de muitas eras.
Essências contruídas em 108 existências,
Das 108 voltas bramânicas sagradas,
Ciclo das 108 contas do colar de Buda.
A vida só tem mistérios…
Mistérios perseguidos em avataras
Milagres das encarnações de Vishnu.
Sinais de deuses, profetas e apóstolos.
Olho-as em vidas passadas em mim,
Corpo de carne, artérias, ossos e medos.
Fragmentos de signos e mistérios frágeis,
Perdidos em algum chão no reino de Deus.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/10/08
Ponteiros errantes que não param
Em horas fugidias sorrateiras.
Olho-as de soslaio enquanto passam
Em trilhos e estradas sem beiras.
Trem de vidas em remendos cerzidas.
Almas em rios caudalosos, viscosos.
Almas em mosaicos desconstruídos.
Olho-as horas em mim transpassadas.
Oscilantes nos pêndulos dos destinos,
Da balança cósmica que rege as vidas,
De karmas em causas, acasos e efeitos.
Sob os olhos vítreos fixos de Anúbis.
Supremo Regente da Boa Lei,
Que cerra as portas aos indignos.
Mas abre-as a pedintes e mendigos,
Que oram em preces de arrependimento.
A vida só tem mistérios…
É um balançar de incertezas,
Em um jogo sem fim de espirais e caracóis
Dos oito caminhos lunares de Krishna.
Pêndulos eternos de muitas eras.
Essências contruídas em 108 existências,
Das 108 voltas bramânicas sagradas,
Ciclo das 108 contas do colar de Buda.
A vida só tem mistérios…
Mistérios perseguidos em avataras
Milagres das encarnações de Vishnu.
Sinais de deuses, profetas e apóstolos.
Olho-as em vidas passadas em mim,
Corpo de carne, artérias, ossos e medos.
Fragmentos de signos e mistérios frágeis,
Perdidos em algum chão no reino de Deus.
Roberto Corrêa Gomes
Porto Alegre, 08/10/08
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